ANGOLA, TERRA DE PAIXÃO Muito se tem escrito por esta efeméride (30 anos de independência), tão significativa para Angola. Desde essa data 11nov1975, muito se passou e não se conseguiu, ainda atingir um patamar de progresso que permita a todo o povo Angolano usufruir das benesses que esta terra tem para dar, desde que bem administrada, e reparar de maneira definitiva todos os traumas do passado e conflitos violentos que teimosamente têm bloqueado o seu harmonioso desenvolvimento com o retorno justo para todos os cidadãos angolanos de Cabinda ao Cunene Alcançada a paz após uma guerra fratricida, pós independência, é tempo de todos arregaçarem as mangas e colocarem todo o seu potencial ao serviço desta nação que num futuro próximo será, estou certo, uma verdadeira referência para todo o continente Africano e todo o mundo Nas minhas memórias bem guardadas, numa idade em que todos os sonhos eram permitidos, embora participante numa guerra colonial sempre injusta, estão para toda a minha vida, lembranças de uma terra generosa para com quem a trata bem, com gentes de calor humano inigualáveis e por isso lhe presto este meu testemunho muito pessoal e desejar que os objectivos dos governantes de boa vontade, sejam plenamente conseguidos e volto a lembrar mais uma vez, sem ressentimentos porque escusados e já esbatidos no tempo implacável que tudo conserta e perdoa Eu ainda não perdi a esperança de um dia lá voltar para pelo menos respirar um pouco daquele admirável clima, tanto humano como ambiental, memórias que para mim servem de refrigério para a alma e que reclamo sem peias nem complexos As novas gerações de angolanos, tanto em Angola, como no exterior, têm a palavra