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Ele olha para mim fixamente e espera pelas minhas brincadeiras. Tambor de seu nome o coelho anão da minha neta, dá voltas e voltas na sala. A qualquer movimento meu está pronto para a brincadeira. Quando cansado deixa-se afagar e espera o alimento na sua gaiola. Ponho-me a pensar que este coelho é agradecido a quem bem lhe faz…O outro coelho não funciona assim. Castiga as pessoas, é mau, não mede todos por igual, tira aos mais indefesos para corrigir erros colossais dos grandes da finança que desbarataram caudais incontáveis e que provocaram no nosso pais a visita dos coletores implacáveis com juros de mora e afins, causando prejuízos e sofrimentos indiscritíveis a todos aqueles que não tendo contribuído para estes desvios monumentais o tem agora de corrigir…

O coelho anão Tambor olha agora para mim dentro da gaiola, já satisfeito e com o seu apetite consolado, estira-se e fica em posição descansada e parece dormitar…esta pose indica-me a sua disposição confiante perante mim…

O outro coelho, pelo contrário, não nos dá descanso. A cada chumbo do TC, protesta, reclama, faz cara de zangado, diz que assim não vale e trata de arranjar logo outros modos de nos massacrar com medidas alternativas, diz ele, que compensem a desfaçatez dos juízes, que estão a fazer de propósito… Novas angústias se esperam para nós desgraçados cidadãos portugueses…

Continuo a pensar que quanto mais conheço os humanos e o seu comportamento, mais gosto dos animais irracionais…sabem ser gratos a quem bem lhes faz, embora por instinto e habituação, e por mais que muitas mais razões, os ditos seres humanos inteligentes, comportam-se de modo muito mais instável e indiferentes aos outros que os rodeiam, numa relação sempre condicionada às suas vontades e se referirmos as cores politicas, então daria pano para mangas esta diferenciação. Contrariando tudo o que deve ser viver em democracia.

 

O meu coelho Tambor não liga a essas condicionantes. Retribui sempre as gentilezas que lhe proporcionamos. Por todas estas razões eu dou-lhe de boa vontade o meu tempo de lazer, olhando pelo seu bem-estar!

O coelho dito doméstico, criado nas capoeiras lá no quintal da minha Mãe, tinham como destino o tacho da sua cozinha. Começo a pensar seriamente em deixar de comer carne do dito…é a minha homenagem á sua espécie!

 

São diferenças que eu valorizo, porque sendo animal pensante e inteligente, (salve a modéstia), não consigo entender que os da minha espécie, teimem em infernizar as nossas vidas, principalmente quando não fazemos nada errado para merecer tal “premio”. No caso presente do snr coelho Ser Humano…

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publicado às 15:51



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