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Esta pergunta anda no ar e serve para tudo e todas as iniciativas “abrilinas”.

Perfaz agora quarenta anos no dia 25, que o Movimento dos Capitães das Forças Armadas veio para a rua. Combatendo e derrotando numa revolução quase sem sangue o regime do Estado Novo, que parado no tempo, não conseguiu visualizar os dias que se viviam, os anseios dos Povos das colonias africanas e asiáticas, e teimosamente, bloqueou todos os caminhos possíveis para que nós portugueses, conseguíssemos sair de modo honroso dos nossos combates políticos e militares…

Nesse dia de Abril, estava eu integrado na C;Caç. 3535 Do Batalhão 3880, e no aquartelamento de Ponte de Zádi, no Norte, próximo da fronteira da Republica do Zaire, (agora Republica Democrática do Congo), numa situação de guerra contida e á espera de que um milagre politico fizesse o que todos nós víamos e antevíamos: uma solução politica, negociada e planeada, para que todos os que viviam nas colonias, tivessem tempo e capacidade de escolha, para optar pela situação que mais lhes agradasse e ao mesmo tempo, conceder a autonomia e independência os novos países que surgiriam a partir desses acordos…

Infelizmente a História, conta-nos que nada se passou como eu desejava e muitos milhares de outros seres inteligentes ansiavam e foi o que se viu!

Todas estas minhas palavras para reafirmar de que não foi só na Metrópole que os “heróis” surgiram. E então aqueles que fugindo para exílios dourados numa luta esquisita pela liberdade dos portugueses, angolanos, guineense, moçambicanos, apareceram como únicos detentores da verdade, ainda nos dias de hoje me causam algum pruído!

Tendo estado de férias no segundo ano da minha Comissão entre Fevereiro e Março 1974 em Portugal, deu para perceber que a situação sociopolítica estava por um fio. E quando já em Angola primeiro do dia 16 de Março nas Caldas, e depois na madrugada “libertadora”, foi um desenlace que não me apanhou desprevenido! Só pelo facto de o 25 de Abril ter permitido alcance da Liberdade e Democracia e forçado os paralisados mentores do Antigo Regime a aceitarem os ventos da História, eu agradeço esta era, mas que foram cometidos muitos atropelos, nem é bom falarem! E não arranjem heróis em lugares e situações que eu considero tragicómicas (Os homens dos tanques e afins).

No essencial fomos todos nós um pouco dessas personagens do Povo que desejava o Bem-Estar a Educação, o Progresso Social e Económico… para todos nós.

Mas ainda hoje não me arrependo nada de ter participado no terreno angolano no lado “errado” do processo! Nunca fugiria às minhas responsabilidades como Cidadão que pensa por sua cabeça e não por coletivos, muitas vezes telecomandados…

 

 

OBS: Estas fotos são todas de companheiros que nos mesmos dias  estavam lá, tal como eu e aos quais agradeço estas imagens relevantes...

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publicado às 17:53



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