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FILOSOFANDO…TAMBÉM POSSO, NÃO?

por jotaeme, em 04.12.14

julgamentos 1.png

 

A Filosofia esta na ordem do dia. Eu sempre gostei desta disciplina na escola, porque os mentores filosóficos, criaram leis e conceitos que em alguns casos servem de referência obrigatória para os nossos comportamentos.

Se o meu vizinho for acusado de algo na praça pública ou em tribunal, o meu Eu mauzinho, pensa logo o pior. Depois perante os argumentos e factos que o acusado vai afirmando em sua defesa, a pouco e pouco, o meu eu mais bonzinho, lá vai concedendo o benefício da dúvida e ficando mais tolerante com outras razões que sustentem a tese do acusado.

De facto concreto passa a insulto, mentira ou falacia. Os nossos raciocínios são levados em ondas assimétricas e chega a um ponto de que já nem sabemos como começou o filme de quem é culpado e ou inocente. Existe ainda outra vertente muito importante: O tempo que passa entre a acusação inicial e o desvendar e clarificar destas para se chegar á acusação final, bem fundamentada e suficiente para elaborar a sentença final. Ou fica inocente e livre na rua, ou é culpado e vai para atrás das grades…

julgamento 2.jpg

 

E para além de todo o circo mediático, (como é que queriam que os media se alimentassem? Do silêncio? Inocentes que somos!), o que a Justiça deveria construir era uma atuação rápida e eficaz no tempo e nos argumentos que tem perante qualquer acusado ou arguido.

Tenho para mim que a lentidão com que a Justiça se faz, na investigação e no julgamento final, é o principal fator de desconfiança. E todas as manobras dilatórias, (leia-se recursos, recursos dos recursos e mais recursos), que todos aqueles que dinheiro têm, corre para a advocacia e seus escritórios bem montados e preparados para “longas” e duras campanhas em prol da Verdade e da Justiça dos seus Clientes… entretanto o tempo passa, os crimes vão ficando na amenidade do passar dos dias, o esquecimento vai aparecendo, novas situações vão desviando a atenção do Povo e a poeira vai assentando.

julgamento 3.jpg

 

E de repente lá vem às nossas mentes outro conceito filosófico, de René Descartes, “Penso, logo existo!”, e renovamos as nossas imagens com os mesmos filmes já vistos e os seus finais gloriosos, quase iguais, levando a que aceitemos como inexorável estes argumentos…

Portanto e a meu ver, a Justiça, só se eleva ao nosso respeito, se for célere e efetiva, baseada nas provas concludentes e (quase) irrefutáveis! E todos aqueles que cometem toda a diversidade de tropelias, muitas vezes convencidos da sua impunidade, vão pensar duas vezes quando lhes acometem esses maus instintos de prejudicar o Cidadão alheio que não tem culpa nenhuma de viver no mesmo País, no mesmo espaço geográfico! Se não sentir as costas quentes, vais contar até dez, até que esses maus pensamentos lhe passem e retifiquem as suas condutas e comportamentos!

Será filosofar apenas? Talvez. Mas mesmo os filósofos não são irrefutáveis nos seus conceitos, porque se assim fosse, esta nossa Civilização Humana, já há muito teria desaparecido, ou regressado á Idade da Pedra! E eu não estou nada interessado que isso aconteça. Não contem comigo para o espetáculo do desgraçadinho, do injustiçado, do animal feroz… quero apenas para aqueles que criam as trapalhadas, delas sejam responsabilizados e “premiados”! Tão só!

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publicado às 20:16



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