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PORTUGAL E OS PORTUGUESES…

por jotaeme, em 16.12.14

Por estes dias pré natalícios, há as movimentações costumeiras dos preparativos deste final de 2014, mas a vida real também se impõe perante quaisquer tradições que se fazem quase por repetição e sem emoção…

praxes 1.jpg

 

Faz-me impressão a saga das famílias dos estudantes desaparecidos há um ano na Praia do Meco, numa infeliz falha nas celebrações de Praxes Académicas que já deviam ser banidas há muitos anos…refiro-me como é evidente a todas as que têm como intenção rebaixar, humilhar, gozar, e eventualmente colocar em perigo a integridade física dos “caloiros”! Porque todas as outras manifestações que sejam baseadas na alegria e inteligência, deverão permanecer, sem dúvida alguma!

Faz-me impressão toda esta movimentação das famílias, porque querem a todo o custo fazer reverter ao sobrevivente, que por acaso é um dos elementos da comissão das Praxes, todo o ónus das infelizes mortes dos praxados! Contra tudo e contra todos perseguem de modo mórbido a saga vingativa. Para assim poderem atenuar ou limpar as suas responsabilidades parentais, perante a rédea larga que deram aos seus filhos, não supervisionando e acompanhando de perto, toda a  sua atividade académica, que todo o mundo sabe que no seu início, consta destas cenas que antecedem a entrada no Ensino Superior e nas Universidades e passiveis de algumas peripécias…

Dura Praxis Sed Praxis.jpg

 

Só falta pedirem indeminizações financeiras para se sentirem mais recompensados das perdas dos seus infelizes filhos! Será que assim ficarão com as suas consciências aliviadas? Eu não acredito! Ficarão para sempre com esse peso nas suas mentes e vidas!

Por todas estas razões que eu digo, seria bom que houvesse um pouco mais de recato e inteligência no modo de se fazer o luto dos seus jovens filhos (as). E aproveitarem estas infelicidades, para que de um modo mais construtivo, impedirem para os próximos jovens que ano após ano, têm de enfrentar estas situações de praxe, estas se façam de modo mais construtivo e seguro, e jamais aconteçam, estas trágicas ocorrências!

Para mim é a melhor homenagem que podem fazer aos seus filhos e filhas que pagaram um pesado tributo aos seus sonhos e projetos de vida!

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publicado às 13:22


FILOSOFANDO…TAMBÉM POSSO, NÃO?

por jotaeme, em 04.12.14

julgamentos 1.png

 

A Filosofia esta na ordem do dia. Eu sempre gostei desta disciplina na escola, porque os mentores filosóficos, criaram leis e conceitos que em alguns casos servem de referência obrigatória para os nossos comportamentos.

Se o meu vizinho for acusado de algo na praça pública ou em tribunal, o meu Eu mauzinho, pensa logo o pior. Depois perante os argumentos e factos que o acusado vai afirmando em sua defesa, a pouco e pouco, o meu eu mais bonzinho, lá vai concedendo o benefício da dúvida e ficando mais tolerante com outras razões que sustentem a tese do acusado.

De facto concreto passa a insulto, mentira ou falacia. Os nossos raciocínios são levados em ondas assimétricas e chega a um ponto de que já nem sabemos como começou o filme de quem é culpado e ou inocente. Existe ainda outra vertente muito importante: O tempo que passa entre a acusação inicial e o desvendar e clarificar destas para se chegar á acusação final, bem fundamentada e suficiente para elaborar a sentença final. Ou fica inocente e livre na rua, ou é culpado e vai para atrás das grades…

julgamento 2.jpg

 

E para além de todo o circo mediático, (como é que queriam que os media se alimentassem? Do silêncio? Inocentes que somos!), o que a Justiça deveria construir era uma atuação rápida e eficaz no tempo e nos argumentos que tem perante qualquer acusado ou arguido.

Tenho para mim que a lentidão com que a Justiça se faz, na investigação e no julgamento final, é o principal fator de desconfiança. E todas as manobras dilatórias, (leia-se recursos, recursos dos recursos e mais recursos), que todos aqueles que dinheiro têm, corre para a advocacia e seus escritórios bem montados e preparados para “longas” e duras campanhas em prol da Verdade e da Justiça dos seus Clientes… entretanto o tempo passa, os crimes vão ficando na amenidade do passar dos dias, o esquecimento vai aparecendo, novas situações vão desviando a atenção do Povo e a poeira vai assentando.

julgamento 3.jpg

 

E de repente lá vem às nossas mentes outro conceito filosófico, de René Descartes, “Penso, logo existo!”, e renovamos as nossas imagens com os mesmos filmes já vistos e os seus finais gloriosos, quase iguais, levando a que aceitemos como inexorável estes argumentos…

Portanto e a meu ver, a Justiça, só se eleva ao nosso respeito, se for célere e efetiva, baseada nas provas concludentes e (quase) irrefutáveis! E todos aqueles que cometem toda a diversidade de tropelias, muitas vezes convencidos da sua impunidade, vão pensar duas vezes quando lhes acometem esses maus instintos de prejudicar o Cidadão alheio que não tem culpa nenhuma de viver no mesmo País, no mesmo espaço geográfico! Se não sentir as costas quentes, vais contar até dez, até que esses maus pensamentos lhe passem e retifiquem as suas condutas e comportamentos!

Será filosofar apenas? Talvez. Mas mesmo os filósofos não são irrefutáveis nos seus conceitos, porque se assim fosse, esta nossa Civilização Humana, já há muito teria desaparecido, ou regressado á Idade da Pedra! E eu não estou nada interessado que isso aconteça. Não contem comigo para o espetáculo do desgraçadinho, do injustiçado, do animal feroz… quero apenas para aqueles que criam as trapalhadas, delas sejam responsabilizados e “premiados”! Tão só!

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publicado às 20:16


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