Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Quando nos dias de hoje do ano da graça de 2013, ouvimos quase diariamente os políticos, os comentadores da dita, sugerirem o crescimento económico como a arama eficaz para resolver a Crise que atravessamos, um pouco por toda a Europa, não estão a descobrir a pólvora, mas sim, a salientar o óbvio e que qualquer cidadão não versado em Economia, intui de imediato, ou seja, perante as constantes medidas de austeridade debitadas pelo nosso atual Governo de P.P.C. e P.P.

Mas os políticos atuais e os anteriores esqueceram com o que concordaram no anos finais do seculo passado quando concordaram com a adesão á CEE, que foi a abertura obrigatória ou imposta dos nossos mercados, aos produtos vindos do Continente Asiático. E aqui radicou uma das mais miseráveis subserviências ao Poder Economico, dos Srs. Poderosos, que viam assim com as deslocalizações em massa para esses “paraísos fiscais e laborais”, a possibilidade de elevados lucros, pela exploração da mão-de-obra barata, laborando em condições muitas vezes indignas e fora de todas as Convenções de Trabalho que eram a bandeira da Europa Democrática, condições de Higiene e Segurança e Regulamentação de Horários que tantos anos levaram a edificar, a serem mandados às malvas, numa regressão de séculos e de tipo quase esclavagistas…

Nesses desgraçados momentos não faltaram os avisos para o que viria a acontecer ao nosso Sistema Produtivo, com realce especial para as áreas do Têxtil e do Calçado. A classe política europeia fez ouvidos de mercador a esses alertas e o resultado ao longo da primeira década do seculo XXI foi o que se viu e está a ver! Em Portugal, dezenas de Empresas encerraram e as que puderam, deslocalizaram a sua Produção para os tais “Paraísos Asiáticos”. Como se não bastasse o Poder Economico na sua constante batalha da especulação financeira em 2008, foi obrigada a mostrar a sua fraqueza com a fuga de enormes fluxos de capitais para os paraísos fiscais, deixando atrás de si Pessoas e Empresas moribundas, causando um descalabro socioeconómico parecido com a Grande Depressão dos anos 30 na América do Norte.

Podemos então inferir que não eram necessários adivinhos ou videntes para constatar o que se ia passar. Agora, para remediar este grave problema a que recorrem os Políticos? Claro, aos desgraçados Cidadãos que tem a desdita de por aqui viverem a grande maioria sem culpas no cartório! Há que confiscar “legalmente” Salários e Pensões a torto e a direito, não punindo aqueles que realmente desviaram milhões e milhões de euros e que se devem estar a rir no seu íntimo, ao mesmo tempo que mostram ao exterior uma face de vitimização de resignação. Irlanda, Islândia, Grécia, Portugal, Espanha, Itália França a cada um a sua Crise, que atrofia a Europa das Liberdades e Democracia…

É um rol de inúmeras dificuldades, de angústia, de incredulidade, nos Valores que desde o Pós Segunda Guerra Mundial se construíram e aceitaram como fundamentais e a que a nós Europeus convictos, custa a aceitar. Por todas estas razões por mim expostas, não acredito que nos tempos mais próximos as nossas dificuldades e angústias desapareçam.

Agora o que não perdoarei jamais é que a execução deste rol de austeridade, não nos permita mais á frente, viver com um pouco mais de desafogo e prosperidade. Se os nossos governantes falharem, preparem-se que grandes conflitos virão com consequências imprevisíveis, e sob o olhar beatífico de Fraulein Merkel… ela deve estar a recordar a História do seu País no Pós Capitulação da Segunda Guerra Mundial. Por isso sorri para si própria e afivela a máscara da bondade e da eficácia para os desgraçados Países do Sul, que ela designa como preguiçosos e pouco dados ao trabalho e rigor…

Será que estarei a ser visionário? Eu não queria acertar nesta minha previsão mas que tenho fundados receios, isso tenho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:58



Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2005
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2004
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D